
Isso porque, quando o nascimento ocorre antes da 37ª semana de gestação, o bebê pode apresentar má formação. Dentre algumas consequências, estão alterações motoras, problemas respiratórios e complicações neurológicas.
Em evento realizado sobre a prematuridade, em São Paulo, na última quarta-feira (26), o infectologista pediátrico Daniel Jarovsky alertou que mesmo os prematuros precisam realizar a imunização o mais breve possível. Por isso, os pais devem estar duplamente atentos ao calendário vacinal.
“As vacinas são a forma mais segura, mesmo para o prematuro, de prevenir doenças e mortes, tanto deles, quanto da população”.
Jarovsky, que atua na imunização de bebês e prematuros, afirmou que manter o cuidado de uma boa higiene não é suficiente para garantir a proteção. “Não adianta colocar só a criança no banho, mesmo se der um banho de álcool, não é isso que salva. Os vírus respiratórios precisam de vacinas”, alertou.
Assim, a longo prazo, o que realmente vai trazer benefícios e garantir a saúde do bebê é manter o calendário de imunização. A data correta de vacina vai depender de cada caso, considerando o peso e a saúde do bebê.
Como forma de alertar para os riscos da prematuridade, o infectologista pediátrico abordou algumas condições de saúde que estão associadas a esse nascimento precoce.
Ainda que certas condições não possam ser evitadas pelas vacinas, aplicar os imunizantes já garantem uma preocupação a menos para os pais.
Dentre alterações que os prematuros apresentam, estão:
Em alguns casos, é possível que o bebê não registre nenhuma sequela ou problema de saúde relacionado à prematuridade.
Mas qual o momento correto de vacinar? O especialista explicou que os primeiros imunizantes costumam ser aplicados pelos profissionais de saúde durante a internação na maternidade ou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal.
Após a alta, os pais devem seguir com o calendário de vacinas recomendado pelo médico. Caso não recebam orientações, devem entrar em contato com o pediatra da criança.

Segundo dados da pesquisa “A Proteção aos Prematuros no Brasil”, realizada pelo Datafolha a pedido da Sanofi, dentre alguns motivos para atraso das vacinas dos prematuros, estão:
A pesquisa citou que a sensação de medo, tristeza, insegurança ou preocupação constante relacionada com a saúde dos prematuros são alguns dos sentimentos compartilhados pelos pais. Apesar de entender o receio deles, Jarovsky reforçou a necessidade da vacinação ser feita o quanto antes.
“Entre todos os cuidados com os prematuros, a gente sabe que a vacinação é essencial. As doenças respiratórias são as principais causas de morte de prematuros”, reforçou Daniel Jarovsky.

Para os pais, os profissionais de saúde mais próximos, como médicos ou enfermeiros, são a principal fonte de informação. No entanto, também é possível buscar:
No caso dos bebês prematuros, eles possuem calendários de vacinas diferentes que contempla as vacinas tradicionais do recém-nascido, assim como imunizantes especiais.
Existe uma crença de que os bebês prematuros precisam esperar meses até receber as vacinas, para estar forte. Isso de fato vale para algumas, mas logo que o bebê atinge o peso ideal, não precisa esperar mais semanas, explicou o especialista. Quanto mais cedo a vacina for aplicada, maiores são as chances de garantir a saúde do bebê.
A pesquisa “A Proteção aos Prematuros no Brasil” foi conduzida pelo Datafolha a pedido da Sanofi. Ao todo, 200 pais e mães de bebês prematuros com até 5 anos foram ouvidos. Eles são de todas as regiões brasileiras, incluindo capitais, regiões metropolitanas e cidades do interior.
Cerca de 70% dos respondentes eram mulheres, 43% tiveram o parto pelo SUS e 92% dos bebês passaram por internação em UTI neonatal.
O estudo investigou percepções sobre saúde, desenvolvimento, orientações recebidas, barreiras enfrentadas e o entendimento sobre o calendário vacinal específico para prematuros, recomendado pela SBIm.
Postado por: Radialista Sergio Adriano
Fonte: Diário do Nordeste